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	<title>Rádio Mineira Web &#187; 21 de abril</title>
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		<title>21 de Abril, aniversário de Brasília</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 19:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Ferreira</dc:creator>
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O desejo de mudar a capital do Brasil para o interior era antigo. Em 1716, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Antes de ser construída, a capital do Brasil, foi profetizada em Turim, Itália, pelo padre salesiano João Bosco. Ele sonhou que uma grande civilização iria nascer entre os paralelos 15 e 20 exatamente no local em que Brasília foi construída.</div>
<div><a href="http://1.bp.blogspot.com/_EkcwHcajpBU/Se3kJ2R6GmI/AAAAAAAAEbo/eHnVxtscvK4/s1600-h/BrasÃ­lia.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327164792089746018" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_EkcwHcajpBU/Se3kJ2R6GmI/AAAAAAAAEbo/eHnVxtscvK4/s200/Bras%C3%ADlia.jpg" border="0" alt="" /></a>O desejo de mudar a capital do Brasil para o interior era antigo. Em 1716, o Marquês de Pombal aventou essa necessidade, visto que uma capital no litoral &#8211; como o foram Salvador e Rio de Janeiro &#8211; poderia ser facilmente tomada de assalto por nações inimigas. Em 1821, José Bonifácio de Andrada e Silva sugeriu o nome &#8220;Brasília&#8221;, quando era vice-presidente da junta que cuidava do assunto da interiorização da capital.</div>
<div>Somente na primeira Constituição da República, em 1891, foi estabelecido o local onde deveria ser construída a futura capital brasileira. Durante as festividades do centenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1922, foi lançada no morro da Capelinha, em Planaltina, a pedra fundamental do Distrito Federal. Estava definitivamente marcado o local que seria o berço da grande civilização profetizada por Dom Bosco.</div>
<div>Somente a partir de 1956, com a eleição de Juscelino Kubitschek de Oliveira, Brasília começou a ser construída. Foi criada a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (NOVACAP) com Oscar Niemeyer na diretoria de arquitetura e urbanismo. A NOVACAP abriu concurso para a escolha do plano-piloto, cujo vencedor foi Lúcio Costa.</div>
<div>Em pouco tempo, fiaram prontos não só os desenhos de todos os prédios públicos, como também os de grande parte dos residenciais. Lúcio Costa criou o projeto urbanístico de Brasília, partindo do traçado de dois eixos que se cruzavam em ângulo reto, como uma cruz. Esses eixos foram chamados de Rodoviário e Monumental. O Eixo Rodoviário, que cortava as áreas residenciais do plano piloto, foi levemente arqueado; a cruz tomou a forma de um avião, dando origem às famosas Asa Norte e Asa Sul. O Eixo Monumental, com 16 quilômetros de extensão, foi destinado às autarquias e aos monumentos. Foi dividido em três partes: lado leste, com prédios públicos e palácios do governo; centro, com a rodoviária e a torre de TV; lado oeste, com os prédios do governo do Distrito Federal. Em frente ao Palácio da Alvorada, foi construída a Ermida Dom Bosco, em homenagem ao padre salesiano.</div>
<div>Aos 21 de abril de 1960, após mil dias de construção, o presidente Kubitschek inaugurou Brasília, a nova capital do Brasil, instalando o Distrito Federal. Em 1987, Brasilia foi declarada patrimônio histórico da humanidade pela Unesco.</div>
<div>Fonte: <a href="http://www.paulinas.org.br/">www.paulinas.org.br</a></div>
<div><img src="http://res1.blogblog.com/tracker/7439133530673083883-5311649687889388229?l=carlosferreirajf.blogspot.com" alt="" width="1" height="1" /></div>
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		<title>21 de Abril, morte de Tancredo</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 19:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tancredo de Almeida Neves &#8211; (1910-1985).
José Caldas da Costa*
<p></p>
21 de abril de 1985, domingo. O porta-voz Antônio Brito já havia falado a senha bem antes de a Fafá de Belém aparecer no Fantástico, da Rede Globo, cantando o Hino Nacional numa versão inimaginável nos tempos da ditadura militar. Muitos “gorilas” tiveram arrepios quando a viram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Tancredo de Almeida Neves &#8211; (1910-1985).</div>
<div>José Caldas da Costa*</div>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_EkcwHcajpBU/Se3nFMQ5_EI/AAAAAAAAEbw/Rr41p17z3x4/s1600-h/Tancredo.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327168010626661442" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 165px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_EkcwHcajpBU/Se3nFMQ5_EI/AAAAAAAAEbw/Rr41p17z3x4/s200/Tancredo.bmp" border="0" alt="" /></a></p>
<div>21 de abril de 1985, domingo. O porta-voz Antônio Brito já havia falado a senha bem antes de a Fafá de Belém aparecer no Fantástico, da Rede Globo, cantando o Hino Nacional numa versão inimaginável nos tempos da ditadura militar. Muitos “gorilas” tiveram arrepios quando a viram com uma versão “popular” do canto do nosso Hino, mas o Brasil estava em pé.</div>
<div>A senha combinada com Brito, por todos os jornalistas que cobriam a agonia do Presidente Tancredo Neves, era: “A saúde do Presidente Tancredo Neves apresenta um quadro irreversível”. Quando ele dissesse isso, significava que o Presidente já havia morrido e as redações poderiam se mobilizar para o momento da notícia oficial.<br />
É bom ter em conta que isso foi há 24 anos. Eu trabalhava na Redação de O Globo, na Editoria de Esportes, mas, devido às minhas características de jornalista eclético, sempre era chamado para reforçar outras editorias. Ainda trabalhávamos com máquinas de escrever. A Redação de O Globo somente seria informatizada no início do ano seguinte: 1986. E estamos falando da maior empresa de comunicação do País.</div>
<div>Portanto, não havia toda essa tecnologia de nossos dias, com informações em tempo real. Lembro-me que as notícias internacionais chegavam por telex, por inúmeras agências. Recebíamos aquele amontoado de telegramas na Editoria de Esportes e o Renato (Renato Maurício Prado) determinava: “Pastor, 20 linhas com essa matéria”. Tínhamos que ler todo aquele material em espanhol e traduzir em 20 linhas. Que escola!</div>
<div>Quando o Brito deu a senha, toda a redação foi mobilizada. Eu fui reforçar a Editoria de Política porque sairia uma edição especial com a morte de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil do Brasil, depois de 20 anos de ditadura. E não governou. As versões sobre a morte dele são as mais diversas. Falou-se até em envenenamento quando foi internado com uma crise de diverticulite, que levou a uma quadro de infecção generalizada.</div>
<div>Por força das articulações políticas da época, Tancredo tinha como vice-presidente um político muito próximo dos militares: José Sarney. E acabou sendo Sarney, este mesmo que hoje preside o Senado, que governou (governou?) o Brasil nos cinco anos seguintes. Eles haviam derrotado Paulo Maluf no colégio eleitoral.</div>
<div>As eleições para Presidente da República eram indiretas, feitas pelo Congresso Nacional. Somente na sucessão, então, de Sarney é que o povo pôde ir às urnas para escolher seu dirigente máximo, em 1989, quando elegeu-se Fernando Collor de Mello, que hoje também é senador, depois de ser cassado como Presidente, há pouco menos de 20 anos.</div>
<div>Quando Tancredo morreu, o tempo parou. Lembro-me que fiquei até de madrugada na Redação e não tinha como me comunicar com minha mulher. Não havia essa facilidade de hoje para se possuir telefones. O estresse causado por essa demorada na minha chegada (minha mulher já estava querendo visitar o Departamento Médico Legal à minha procura…) levou-me a decidir que voltaria para o Espírito Santo, decisão consumada no ano seguinte.</div>
<div>Nos dias seguintes, o velório de Tancredo parou o Brasil. Era como se cada um de nós tivesse perdido o irmão mais querido. Eu mesmo fiquei em frente à televisão por dois dias inteiros, pois tive folga no jornal nos dias seguintes, para compensar o final de semana trabalhado.<br />
Muito mais poderia ser contado do que vimos naqueles dias e horas de agonia cívica nacional, mas estas são minhas lembranças mais imediatas do 21 de abril que, como cidadãos, preferíamos que não tivesse existido. O de 1985.</div>
<div>*José Caldas da Costa é jornalista, escritor, licenciado em Geografia.</div>
<div><img src="http://res1.blogblog.com/tracker/7439133530673083883-910177563816046748?l=carlosferreirajf.blogspot.com" alt="" width="1" height="1" /></div>
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		<title>21 de Abril, dia de Tiradentes</title>
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		<dc:creator>Carlos Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Joaquim José da Silva Xavier &#8211; Tiradentes &#8211; Nascido em uma fazenda no distrito de Pombal, próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, à época território disputado entre as vilas de São João del-Rei e São José do Rio das Mortes, na Minas Gerais. O local de nascimento é uma ironia da história. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Joaquim José da Silva Xavier &#8211; Tiradentes &#8211; Nascido em uma fazenda no distrito de Pombal, próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, à época território disputado entre as vilas de São João del-Rei e São José do Rio das Mortes, na Minas Gerais. O local de nascimento é uma ironia da história. O Marquês de Pombal foi arqui-inimigo de Dona Maria I contra a qual Tiradentes conspirou, e que comutou as penas dos inconfidentes.<br />
<a href="http://3.bp.blogspot.com/_EkcwHcajpBU/Se3jMi_ZI_I/AAAAAAAAEbg/PMiOjKZT1Sg/s1600-h/Tiradentes+1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327163738939794418" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 172px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_EkcwHcajpBU/Se3jMi_ZI_I/AAAAAAAAEbg/PMiOjKZT1Sg/s200/Tiradentes+1.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div>Joaquim José da Silva Xavier era filho do reinol Domingos da Silva Santos, proprietário rural, e da brasileira Maria Antônia da Encarnação Xavier, tendo sido o quarto dos sete filhos.<br />
Em 1755, após o falecimento da mãe, segue junto a seu pai e irmãos para a sede da Vila de São José; dois anos depois, já com onze anos, morre seu pai. Com a morte prematura dos pais, logo sua família perde as propriedades por dívidas.</div>
<div>Não fez estudos regulares e ficou sob a tutela de um padrinho, que era cirurgião. Trabalhou como mascate e minerador, tornou-se sócio de uma botica de assistência à pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica, e se dedicou também às práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de vendedor de alho, o que lhe valeu a alcunha Tiradentes, um tanto depreciativa. Não teve êxito em suas experiências no comércio.<a href="http://4.bp.blogspot.com/_EkcwHcajpBU/Se3il6jlw3I/AAAAAAAAEbY/Dj1rbjbqy_I/s1600-h/Tiradentes+2.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327163075250733938" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 146px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_EkcwHcajpBU/Se3il6jlw3I/AAAAAAAAEbY/Dj1rbjbqy_I/s200/Tiradentes+2.bmp" border="0" alt="" /></a></div>
<div>Com os conhecimentos que adquirira no trabalho de mineração, tornou-se técnico em reconhecimento de terrenos e na exploração dos seus recursos. Começou a trabalhar para o governo no reconhecimento e levantamento do sertão brasileiro. Em 1780, alistou-se na tropa da Capitania de Minas Gerais; em 1781, foi nomeado comandante do destacamento dos Dragões na patrulha do &#8220;Caminho Novo&#8221;, estrada que servia como rota de escoamento da produção mineradora da capitania mineira ao porto Rio de Janeiro.</div>
<div>Foi a partir desse período que Tiradentes começou a se aproximar de grupos que criticavam a exploração do Brasil pela metrópole, o que ficava evidente quando se confrontava o volume de riquezas tomadas pelos portugueses e a pobreza em que o povo permanecia. Insatisfeito por não conseguir promoção na carreira militar, tendo alcançando apenas o posto de alferes, patente inicial do oficialato à época, e por ter perdido a função de comandante da patrulha do Caminho Novo, pediu licença da cavalaria em 1787.</div>
<div>Morou por volta de um ano na cidade carioca, período em que idealizou projetos de vulto, como o bondinho do pão-de-açucar e a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para a melhoria do abastecimento d&#8217;água no Rio de Janeiro; porém, não obteve aprovação para a execução das obras. Esse desprezo fez com que aumentasse seu desejo de liberdade para a colônia. De volta às Minas Gerais, começou a pregar em Vila Rica e arredores, a favor da independência daquela província.</div>
<div>Tiradentes organizou um movimento aliado a integrantes do clero e da elite mineira, como Cláudio Manuel da Costa, antigo secretário de governo, Tomás Antônio Gonzaga, ex-ouvidor da comarca, e Inácio José de Alvarenga Peixoto, minerador. O movimento ganhou reforço ideológico com a independência das colônias estadunidenses e a formação dos Estados Unidos da América. Ressalta-se que, à época, oito de cada dez alunos brasileiros em Coimbra eram oriundos das Minas Gerais, o que permitiu à elite regional acesso aos ideais liberais que circulavam na Europa.</div>
</div>
<div><img src="http://res1.blogblog.com/tracker/7439133530673083883-7898990503827163863?l=carlosferreirajf.blogspot.com" alt="" width="1" height="1" /></div>
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