Depois de anunciar a intenção de concorrer ao Senado, o ex-presidente Itamar Franco (PPS) antecipou sua desincompatibilização, prevista pela legislação eleitoral para o início de abril, e deixou a presidência do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), na última semana. Sua decisão foi oficializada ontem, quando a Assembleia Geral Extraordinária dos Acionistas do banco indicou a advogada Ângela Pace para assumir a função do juizforano. A nova presidente do BDMG foi secretária de Justiça de Itamar, quando ele era governador de Minas. A escolha da advogada foi encarada como uma clara sinalização de que a relação do ex-presidente com o governador Aécio Neves (PSDB) não foi abalada após o episódio de anúncio da sua candidatura ao Senado. Na ocasião, Aécio teria reclamado pelo fato de ter ficado sabendo da decisão de Itamar pela imprensa.
Além do ex-presidente, o próprio Aécio e o vice-presidente José Alencar (PRB) também já revelaram o propósito de concorrem a uma das duas vagas mineiras ao Senado. A disputa ainda pode ganhar um nome do PT ou mesmo a candidatura à reeleição do senador Hélio Costa (PMDB). Por ora, o peemedebista é candidato ao Governo de Minas e luta para que o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT), desistam de suas candidaturas a favor de uma aliança entre PMDB e PT. Prevalecendo esse cenário, um dos dois petistas pode concorrer ao Senado, mesmo que para isso seja necessário ainda a desistência de José Alencar. Hélio Costa ainda não disse que pensa em renovar o mandato, mas caso não tenha apoio do PT ou do PSDB, dificilmente deve manter o propósito de disputar o Governo de Minas.


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